Banco de Tecido Apresenta: Gaia

A Gaia, que significa "mãe terra", é uma marca que ganhou vida pelas mãos das amigas Gabrielly Andressa e Gleyce Kettory. Depois de se formarem juntas na faculdade de moda, as meninas decidiram arremangar as mangas e lutar pela realização do sonho profissional comum entre elas: criar uma marca com peças únicas, sem gênero e produzidas de forma sustentável!

Na Gaia tudo pode ser aproveitado! As sacolinhas que acompanham os produtos, por exemplo, são feitas em algodão cru e podem se converter em ecobags. Já as tags, que identificam as peças, têm frases escritas e podem ser usadas como marcadores de páginas.

Segundo Gabrielly, quando elas conheceram o Banco se apaixonaram instantaneamente! Principalmente por defendermos com tanta força a importância de dar vida nova aos tecidos, estendendo o seu ciclo de vida e evitando o descarte desnecessário.

Para elas, a parceria com o Banco de Tecido é essencial e vem de encontro com as necessidades da marca. Hoje a Gaia trabalha exclusivamente com tecidos de reuso e o Banco representa pra elas uma forma simples e descomplicada de escolher a matéria prima para seus produtos com consciência, justiça e a certeza de preservar o meio ambiente.

 

Texto: Gabrielly Andressa e Banco de Tecido

Fotos: divulgação Gaia

Instagram: @vistagaia

Facebook: facebook.com/vistagaia

Banco de Tecido Apresenta: Lusco Fusco

Foi do desejo de gerar mudanças positivas na comunidade usando a moda como instrumento de conscientização e transformação social que a Lusco Fusco nasceu, em 2013 no Rio de Janeiro. A marca carrega no dna a vontade latente da sua criadora, a Débora, de transformar o mundo num lugar melhor, onde a preservação do planeta, a extensão do ciclo de vida dos tecidos e a valorização dos trabalhadores envolvidos são pontos essenciais para que seus clientes se vistam de forma ética, autêntica e sustentável

As peças da Lusco Fusco são produzidas a partir dos retalhos que sobram nas confecções: tanto tecidos que sobram do corte, como finais de rolos que ficaram quase uma eternidade nos estoques! São utilizados os materiais que acabariam indo para o lixo ou ficariam esquecidos até estragar.

Trabalhando com slow fashion, a marca produz em pequena escala, com mão-de-obra local e misturando diferentes técnicas, como crochê e serigrafia. E olhem que bacana: além de tudo isso eles têm uma linha especial de peças, chamada #palavralivre, onde parte do valor arrecadado com as vendas é doado para projetos sociais que busquem diminuir as desigualdades sociais! <3

O Banco de Tecido surgiu na vida deles por indicação de uma amiga da Débora, que, percebendo a semelhança entre o nosso propósito e o da marca, fez as devidas apresentações. Segundo a Débora, "para a Lusco Fusco é fantástico ter acesso ao Banco, porque além de comprar tecidos para comporem as peças - já que muitas vezes recebemos retalhos muito pequenos das confecções - ainda podemos depositar tecidos que não são utilizados no ateliê, fazendo a roda girar!"

Ela também nos contou que "trabalhar com upcycling e dar vida nova à tecidos que seriam descartados é uma experiência incrível!" Afinal, as peças produzidas são exclusivas, com design autoral, diminuem os resíduos que são produzidos, poluem menos o ambiente com corantes e similares, otimizam o uso de água e energia, melhor aproveitam os recursos naturais, geram trabalho e renda para a comunidade e ainda ajudam a resolver um dos grandes problemas da indústria têxtil, que é o desperdício. Resumindo: é MUITO amor envolvido!

Pra você que ficou com vontade de conhecer um pouco mais do trabalho da Lusco Fusco, aqui tem dois vídeos super bacanas da marca:

https://www.youtube.com/watch?v=1eKoRjPrH8U

https://www.youtube.com/watch?v=m2Fl7qeoRgY

Site: www.lojaluscofusco.com.br

Texto por Banco de Tecido e Débora Schmidt Nardello

Banco de Tecido Apresenta: Aline Vito

Foto: divulgação Aline Vito

Foto: divulgação Aline Vito

Trabalhando de forma criativa e consciente, Aline Vito deu vida à marca homônima a partir do reaproveitamento de materiais têxteis e da ousadia na experimentação em diferentes formas de trabalhar tecidos.

A marca teve origem no TCC da Aline, na Universidade Anhembi Morumbi, mas ficou adormecida por um tempo. Mais precisamente até o final de 2014, quando começou a vender através de bazares e visitas às clientes.

Foto: divulgação Aline Vito

Foto: divulgação Aline Vito

Definida como atemporal, artesanal e autoral, a marca tem como propósito o reaproveitamento de matérias. Afinal, "criar peças através de sobras de tecido, retalhos, tecidos com defeitos etc." era desde do inicio, ainda na universidade, um dos principais interesses da Aline. Os designs das peças da marca são feitos com moulage ou com montagem de bandeiras de patchwork, onde as peças feitas na modelagem plana são cortadas.

Foto: divulgação Aline Vito

Foto: divulgação Aline Vito

Os acabamentos são feitos em diferentes texturas, tingimentos e até mesmo com a ausência de acabamento, transformando as roupas em arte viva! Atualmente a marca amadureceu e vive um momento de aproveitar tecidos que seriam descartados, dando movimento às matérias primas paradas e esquecidas. Foi a partir dessa nova fase que o Banco de Tecido se transformou no grande parceiro da Aline Vito, facilitando o acesso aos tecidos de reuso e materiais carregados de história!

 

Texto por Aline Vito | Banco de Tecido

Banco de Tecido Apresenta: Dog Colours

A Dog Colours deu seus primeiros passos em 2014, quando a Erika Yasuda começou a fazer roupas divertidas e diferentes para os cães da família. Não demorou para que as roupinhas começassem a fazer sucesso nos passeios com os cãezinhos e na Sigbol, escola onde ela fazia curso de moda pet. Foi do incentivo das pessoas que curtiam as criações que surgiu a idéia de começar a comercializá-las e, assim, nasceu a marca em novembro de 2016, na cidade de São Paulo.

Antes de embarcar nessa jornada, Erika trabalhou muitos anos em empresas de grande porte e multinacionais na área financeira, onde percebeu a importância do desenvolvimento sustentável e aprendeu novas formas de manter o resultado financeiro evitando desperdícios, sem impactar o meio ambiente e a comunidade de forma negativa.

O conhecimento adquirido sobre os conceitos de sustentabilidade baseados nos tripé “Pessoas, Planeta e Lucro” (PPL), assim como os conceitos de slow fashion e upcycling, passaram a ser aplicados na sua vida pessoal e, consequentemente, nos produtos da marca. Todos os produtos da Dog Colours são feitos à mão e cada peça é criada levando em consideração a praticidade para o dono e conforto para o cãozinho. As estampas utilizadas na confecção são sempre fofas e coloridas, os tecidos de qualidade e os aviamentos descolados para que, além de encantar e deixar os donos orgulhosos, as roupinhas proporcionem alegria e muita fofura aos seus clientes bichos! <3

Foi pesquisando alternativas para dar vazão aos tecidos antigos que havia comprado e não seriam aproveitados, que ela nos encontrou! "Na hora me apaixonei, que idéia maravilhosa! Posso levar os tecidos sem uso e ainda ganho crédito para trocar por outros tecidos? Maravilhoso!" Disse a Erika sobre a sua primeira impressão em relação ao Banco. Ela conheceu a unidade da LUPA, depositou todos os tecidos que estavam parados, gastou seus créditos e ainda comprou mais um tanto de tecidos! Saiu do Banco feliz da vida, com várias estampas lindas na sacola e, desde então, nunca mais parou de nos visitar!!!

As peças da Dog Colours são comercializadas através da plataforma Elo7, um marketplace para produtos artesanais. A marca conta com diversos produtos disponíveis em pronta-entrega e com o serviço de customização sob encomenda, de acordo com a preferência do cliente. Os produtos Dog Colours são exclusivos e disponibilizados em quantidade limitada.

Texto por Banco de Tecido | Erika Yasuda

Para mais informações:
Site: www.dogcolours.com
IG: @dogcolours
Loja: www.elo7.com.br/dogcolours
Email: contato@dogcolours.com

Banco de Tecido Apresenta: R2 - Arte em Tecido

Apesar de ser filha de costureira, Renata passou grande parte da vida sem despertar o interesse pela arte da costura. Aos 44 anos, com 10 anos de carreira como gestora de qualidade na área da construção civil, ficou desempregada e, ao reencontrar uma amiga da família que é professora de patchwork nas redes sociais, acabou encontrando também uma nova oportunidade.

A partir das aulas o patchwork acabou se tornando, além de terapia, uma profissão alternativa. Logo começaram a aparecer os resultados do trabalho da Renata: a primeira peça foi um jogo americano, mas foi na confecção de bolsas que ela acabou se encontrando! As aulas de patchwork abriram caminhos para que a Renata reconhecesse que o prazer e a satisfação em costurar estavam no seu sangue, eram herança de sua mãe! Com a R2 - Arte em Tecido, ela procura entender cada cliente, suas expectativas e desejos, afinal, as peças são todas feitas sob encomenda. Assim, a marca - que começou suas atividades em 2015 - mantém um trabalho especialmente único, exclusivo e de qualidade.

Pesquisando na internet, acabou conhecendo o trabalho desenvolvido aqui no Banco. Como sua mãe já não costura tanto e as duas possuem muitos cortes de tecidos que antes eram destinados à confecção de roupas, a Renata uniu o útil ao agradável e veio nos visitar para fazer alguns depósitos e conhecer de perto o nosso espaço. Foi amor à primeira vista!

Ela nos contou que a ideia de sustentabilidade sempre teve muita relação com a sua vida desde a época em que trabalhava somente com gestão qualidade, pois alguns métodos utilizados eram os chamados 3 R's: reduzir, reaproveitar e reciclar! Disse que, ao produzir sua primeira peça com Tecido de Reuso, percebeu que este é o melhor caminho para reduzir o consumo e minimizar o impacto da cadeia produtiva. Hoje, a R2 - Arte em Tecido trabalha de forma sustentável e limpa, dando muito orgulho, tanto pra Renata como pra gente, que torce muito pelo sucesso da marca!

Texto por Renata Ribeiro | Banco de Tecido

Banco de Tecido finalista do LAB de Inovação da Cadeia da Moda!

O Social Good Brasil é uma organização que inspira, conecta e apoia, tanto indivíduos como organizações, auxiliando no uso da tecnologia, novas mídias e comportamento como forma de contribuição para a solução de problemas sociais.

O Social Good compartilha da opinião de que as transformações sociais que vivemos hoje não estão apenas relacionadas ao desenvolvimento tecnológico, são de caráter comportamental e de novos modelos mentais. Por isso se trabalha com a ideia de comportamento inovador, alinhado com o uso das tecnologias, para propor um formato de convivência mais colaborativo e com liderança compartilhada.

Como alega Amartya Sen: A pobreza não se define apenas pelo seu caráter econômico e sim - de forma multidimensional - pelo acesso aos serviços mais básicos de educação, saúde, saneamento e moradia. Olhando para este conceito as iniciativas do Social Good procuram gerar impacto social em quatro dimensões: acesso, autonomia, transparência e escala.

As iniciativas devem propor soluções que reduzam a assimetria de informação entre as diferentes classes sociais, facilitando o acesso através da tecnologia, abrindo espaço para a autonomia dos participantes, disponibilizando as informações de forma transparente e confiável e permitindo que estas soluções sejam levadas para cada vez mais pessoas. E é isso que nós aqui do Banco de Tecidos defendemos também.

Foto: Social Good Brasil (facebook.com/socialgoodbrasil)

Foto: Social Good Brasil (facebook.com/socialgoodbrasil)

Em parceria com o Instituto C&A, o Social Good Brasil criou o Lab Inovação na Cadeia de Moda, um programa que reuniu onze empreendedores durante 4 meses para apresentar suas iniciativas entre encontros presenciais, conteúdos online e mentorias com profissionais da C&A. Neste tempo estivemos junto de pessoas e iniciativas muito queridas, gente generosa e corajosa de compartilhar seus sonhos e seus fazeres. Alguns já eram velhos amigos e parceiros da casa e tantos outros foram felizes surpresas que certamente serão parceria para uma vida. Iniciativas que também pensam num consumo mais consciente e justo para esta cadeia da moda.

Nesta semana, quando participarmos do Demoday, dia que nos colocamos a prova, a nós mesmos e às nossas ideias, fomos selecionados como finalistas do programa junto ao DezFAZ e o Modellagio. Estamos MUITO felizes com esse reconhecimento ao nosso trabalho! Não há palavras para agradecer a oportunidade e o empenho do pessoal do Social Good, do Instituto C&A e a todos os envolvidos nesse processo de quatro meses de muito trabalho e por podermos apresentar o trabalho do Banco para profissionais da área têxtil, organizações sociais e parceiros da C&A e Social Good Brasil.

Além disso, não podemos deixar de agradecer à equipe aqui do Banco que trabalhou muito para que esse processo acontecesse da melhor maneira possível, com um resultado tão positivo para nós! Esse prêmio é um reconhecimento a todos nós, correntistas, usuários e parceiros que mantemos o Banco sempre circulando e dando vida nova à tecidos de reuso. OBRIGADO!

Banco de Tecido Apresenta: Donna Pambila

Donna Pambila Banco de Tecido Tecido de reuso moda sustentavel

Donna Pambila é uma marca infantil, que tem produção local e se baseia fortemente nos conceitos de slow fashion. Suas peças são produzidas artesanalmente e as coleções oferecidas em edições limitadas. A sustentabilidade é uma constante para a marca, assim como a ressignificação, valorizando as possibilidades de reaproveitamento e evitando o descarte de materiais trabalhando a partir de sobras de tecidos e transformando roupas antigas em novas peças.

De acordo com Pâmela Medeiros, designer e proprietária da marca, "tudo é reaproveitado e editado, desta forma a criança pode usar a peça reconstituída por um novo olhar que contém uma história. Além disso, é importante incentivar as crianças sobre a questão do consumo consciente". Afinal, a Donna Pambila se preocupa muito com os valores passados para suas pequenas clientes.

Foi buscando novas possibilidades alinhadas com os valores de sustentabilidade, mas sem perder o foco na exclusividade, que Pâmela descobriu o Banco de Tecido. Encantada com o trabalho que desenvolvemos aqui, vislumbrou uma parceria que ia exatamente de encontro com aquilo que procurava. "Nós ficamos realizados com a existência do Banco de Tecido e tratamos de conhecer logo. Nem preciso dizer que amamos...entrar lá é como se transportar para um parque de diversões (risos)! Hoje somos clientes do Banco e nossas coleções são conscientes e cheias de amor produzidas com vários tecidos de reuso trazidos de lá".

Cada produto desenvolvido pela Donna Pambila tem um toque especial. Trabalhados de forma artesanal, trazem referências lúdicas e brincam com tecidos, cores, texturas e aviamentos, com muita dedicação e alegria. Tudo isso resulta em um trabalho que transmite os sonhos e amor no mundo mágico de brincadeiras, onde a infância ainda se torna mais divertida desde a forma de se vestir.

 

Texto por Pâmela Medeiros | Banco de Tecido

Com vocês, Núbia!

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Ícone Fashion do universo Toy Art, nasceu na década de 70 nos Estados Unidos. De lá pra cá, muita coisa aconteceu na trajetória dessa maravilhosa boneca de olhos curiosos! Sem muito sucesso na época a família passou três décadas no submundo de malas e baús, até que ressurgiu no século XXI expostas pelas lentes da fotógrafa e produtora Gina Garan. Imediatamente os japoneses se apaixonaram pelos seus grandes olhos e o amor por estas bonecas cresceu, fortaleceu e avançou além da ilha. Viva as maravilhas da era da internet. 

Atualmente, a familia Blythe é dividida em dois ramos: as originais, edições limitadas produzidas e comercializadas pela Takara-Hasbro, e as de reuso (sim!), também chamadas TBL e produzidas a partir de sobras da produção das bonecas originais.

Núbia é uma Blythe de reuso. Órfã nascida em Cabo Verde, foi adotada por um tailandês, designer de unhas e halterofilista. Ela viajou mundo até aportar aqui pelo Brasil em 2013. 

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Artista têxtil, é curiosa e apaixonada pelo mundo dos tecidos. E foi por causa desse universo mágico que a Núbia acabou nos encontrando e vindo fazer parte aqui do Banco.

A partir do próximo mês, ela vai escrever sobre novidades, feiras, projetos, tecidos, arte, eventos e o que mais ela puder nos contar! Vai entrevistar artistas, nos apresentar pessoas...a gente mal pode esperar! Estamos felizes e ansiosos, esperamos que vocês aproveitem essa parceria linda tanto quanto nós. Seja bem vinda, Núbia!

O Banco de Tecido Somos Todos Nós

Pulsa SP | Velha Guarda Dândis

Pulsa SP | Velha Guarda Dândis

A iminência de um novo ciclo nos faz refletir sobre o ciclo que passou. É assim todos os anos e dezembro carrega as recordações de uma vida inteira que coube em 365 dias. Vocês podem até pensar: "bem, isso é algo que acontece com as pessoas, não com empresas..." mas de fato, do que são feitas empresas senão de pessoas? E mais ainda, do que é feito o Banco de Tecido?

Somos feitos das pessoas que circulam por aqui, de suas histórias embrenhadas nos tecidos cheios de vida, somos trajetória compartilhada em forma de desenhos, texturas, cores, toque e carinho.

Bela Sancho | KARMEN | Insecta Shoes

Bela Sancho | KARMEN | Insecta Shoes

Neste ano a gente teve o prazer de conhecer MUITA gente bacana! Gente que luta, que cria, que sonha, que preserva. Gente que, com o seu trabalho, dá sentido ao que fazemos por aqui. Esse compartilhar experiências não tem preço e é com muito carinho que vamos contando as história de cada um de vocês.

AGAMA | Tris

AGAMA | Tris

Fomos arrebatados pela informação de moda das peças da KARMEN, a consciência dos calçados da Insecta Shoes, os acessórios incríveis da AGAMA e da Tris. Nos deixamos levar pelo universo mágico dos figurinos de Olintho Malaquias e pelas bonecas da Bela Sancho, pelas criações de Jonnatas Souza e pelo blue jeans da Think Blue. Nossos corações bateram mais forte com a Pulsa SP e nos transportamos para um outro estilo de vida com a Velha Guarda Dândis. Foi um ano e tanto!

Think Blue | Olintho Malaquias | Jonnatas Souza

Think Blue | Olintho Malaquias | Jonnatas Souza

A gente sabe que de onde vieram essas histórias existem tantas outras, cada uma com um detalhe novo e especial, protagonizadas por gente que pensa, vive e trabalha por um mundo melhor e mais limpo! Que 2017 venha recheado de novos encontros e cada vez mais experiências para que possamos seguir compartilhando com vocês, afinal, o Banco de Tecido somos todos nós!


Texto por Lu Bueno | MAFI Comunica


Quer contar um pouco da sua história envolvendo tecido de reuso e o Banco de Tecido? Então manda um e-mail para maficomunicacao@gmail.com

Era uma vez um Tecido Xadrez

Quem nunca usou xadrez, que se acuse agora! Presente na imensa maioria dos guarda-roupas, a padronagem xadrez tem uma história looooooonga de vida e uma porção de variações! Muito antes das camisas country, essa padronagem já fazia história.

Algumas descobertas arqueológicas, por exemplo, identificaram padronagens produzidas com fios de lã cruzados em escavações onde foram encontrados artigos dos povos celtas. Há quase trezentos anos, lá pelo início do século XVIII, os escoceses que viviam nas montanhas desenvolveram um código de vestuário para ajudar a identificar e fortalecer a união dos clãs: criando um padrão de listras horizontais e verticais, que formavam espécies de quadrados, para cada um. A maneira como elas se cruzavam e suas diferentes cores correspondiam a cada clã, e os highlanders (Sim! eles existiram MESMO!) levavam estampado no Kilt a padronagem de seu clã de origem. Foi assim até que o uso do Kilt foi proibido, depois da batalha entre escoceses e ingleses, mas isso é outra looonga história! ;)

Mas vocês sabiam que existem muitas variações de xadrez? O madras, o príncipe-de-gales, o pied-de-poule, o vicky e os tartans são as principais! Não precisa se confundir, não! A gente te explica a diferença entre elas e conta um pouquinho como cada uma foi aparecendo por esse mundão dos tecidos! <3

Madras - Está SEMPRE na moda e geralmente aparece nas camisas esportivas masculinas. O nome vem da cidade de Madras, na Índia, onde foram confeccionadas as primeiras versões dessa padronagem, que abusa das cores e desenhos.

Príncipe-de-gales - O nome é uma homenagem ao Príncipe Eduardo VII, que - sempre muito elegante - começou a usar essa variação de xadrez, introduzindo ela na moda da época. Originalmente era obtido pela trama dos fios de lã nos teares, e foi por muito tempo usado exclusivamente como estamparia de moda masculina.

Pied-de-poule - Ou “pé-de-galinha”, é aquele xadrez bem miudinho. O nome tem a ver com o formato da estampa, que mais parecem pegadas de galinha. Se os desenhos formados forem maiores a padronagem é chamada de pied-de-coq (pé-de-galo).

Vichy - Ou o famoso, o queridinho, o maravilhoso: xadrez “piquenique”. É composto de pequenos quadriculados que formam o xadrez combinado com a cor branca e uma segunda cor. O nome homenageia a cidade francesa de Vicky, famosa pela produção de tecidos com padronagens xadrezes. Ao contrário do que o imaginário lúdico sugere, não foi o cesto da chápeuzinho que deixou esse tipo de xadrez famosão. Foi o vestido MARAVILHOSO que a Brigitte Bardot usou nos anos 50, quando casou com Jacques Charrier! <3

Tartan - Esse é aquele xadrez com padrão escocês, normalmente encontrado em tecido de lã ou algodão. Antes ser considerado um ESTILO de xadrez, tartan também era um outro nome para o Kilt. Como essa padronagem é cheia de história e tradição, algumas empresas registraram seus próprios desenhos de tartans. Um dos mais famosos é o belíssimo tartan da Burberry.

Deu pra ver que o xadrez é um tecido super antigo, mas, assim como outras padronagens clássicas que a gente já mostrou por aqui, ele continua sendo MEGA atual e usado no mundo inteirinho! Sem falar que ele alegra vários momentos da nossa vida, como a festa junina da escola, o piquenique entre amigos e a fantasia de lenhador no dia das bruxas!! Hahahaha! Aqui no banco a gente ama e se diverte!

Texto por Banco de Tecido | MAFI Comunica

Banco de Tecido Apresenta: Velha Guarda Dândis

A Velha Guarda Dândis nasceu em abril de 2014, do sonho de jovens empreendedores da periferia de São Paulo. Mais do que uma marca, a idéia sempre foi oferecer um novo estilo de vida, inspirado nas tendências de antigamente e motivado pela ausência de acessórios vintage diferenciados no mercado. O nome foi escolhido de forma a homenagear tanto os integrantes da Velha Guarda do Samba, sua irreverência e forma de vestir - que abusava dos ternos, gravatas-borbolerta e chapéus, sempre carregados de atitude -, quanto o Dandismo, movimento que revolucionou a forma do homem se vestir no final século XVIII.

O trabalho nasceu com a confecção das gravatas-borboleta, feitas de maneira rustica. Hoje, sua confecção foi encorpada, passou a utilizar tecidos mais nobres, acompanhados de acabamento e apresentação final mais sofisticados. Outros produtos, como camisas e suspensórios, começaram a ser desenvolvidos e o próximo passo será a confecção sob medida de ternos, blazers, calças e camisas de acordo com os padrões de alfaiataria clássica.

O processo de criação da VG Dândis não é linear. Apesar de estarem atentos as referências de moda, o foco da marca está no bem estar das pessoas, em desenvolver produtos que atendam as suas necessidades ou que sejam feitos especialmente para elas. Neste processo, a inspiração vem de todos os lugares: das referências vintage, retrô e contemporâneas, da música, da dança, das artes, da arquitetura e até mesmo da gastronomia, que tem se mostrado uma saborosa fonte de inspiração! A marca é a síntese de tudo o que seus criadores são!

Foi durante a pesquisa por novas estampas e por um sistema produtivo cada vez mais alinhado com os conceitos de sustentabilidade, responsabilidade social e econômica criativa que os Dândis encontraram o Banco. Bastou um contato para entender como o trabalho do Banco funcionava que eles ficaram apaixonados! Segundo o Gerson, um dos sócios da marca, “foi como juntar a fome com a vontade de comer”, pois antes mesmo de conhecerem o Banco, eles estavam desevolvendo a Linha Old New (Novo Velho), onde a idéia era reaproveitar peças e tecidos já esquecidos na confecção de artigos com novos ajustes, modelagens, cores e maior caráter de exclusividade.

 

Texto por Gerson Cass | Banco de Tecido

Facebook: https://www.facebook.com/vgdandis

Instagram: @vgdandis

Banco de Tecido no G1 do Paraná

A nossa unidade de Curitiba fica lá no Casa Base, que é um espaço incrível e inteiramente voltado para o desenvolvimento de projetos que envolvem economia criativa.

Vejam que bacana essa matéria que o G1 do Paraná fez com o Henrique Cabral, que coordena a unidade do Banco na capital, falando do nosso trabalho e da importância de reconhecer a memória que os tecidos carregam! Ficou MUITO legal!

Para assistir, basta clicar no link da reportagem!

 

Banco de Tecido | MAFI Comunica

Estamos no Moda Sem Crise!

A equipe do Moda Sem Crise fez uma matéria super bacana mostrando o trabalho que desenvolvemos aqui no Banco. No texto, além de contar um pouco da nossa dinâmica de trabalho, a Fernanda Reis Sales fala sobre alguns conceitos de sustentabilidade que muita gente passa desapercebido, como reutilização, reaproveitamento, ressignificação e, principalmente, o ato de repensar atitudes!

Não leu ainda? Clica no link e fica por dentro!

http://modasemcrise.com.br/voce-conhece-o-banco-de-tecido/#more-2065

Banco de Tecido Apresenta: Bela Sancho

Bela Sancho é mais do que uma marca, é arte! Suas bonecas são modeladas manualmente em cerâmica fria e vestidas, com todo o carinho, com os tecidos de reuso aqui do Banco! <3

A mente brilhante por trás desse trabalho todo é a Isabela Soriano Sancho, que carrega no DNA a intimidade com a arte de criar bonecas!

Quando criança, Isabela brincava com bonecas que ela mesma confeccionava, utilizando rolinhos de papelão. Já adolescente, quis presentar uma amiga com uma boneca azul e, ao perceber que não existia tal boneca, decidiu fazê-la. Suas primeiras bonecas - que ganharam vida para presentear pessoas queridas - foram confeccionadas em bisquit, tinham cabelos feitos de sobras de lã dos cachecóis feitos pela mãe e avó de Isabela, e roupas feitas com retalhos da tia, que era costureira.

Ela cursava arquitetura na época, e foi na própria faculdade que começou a receber encomendas. As formas das bonecas partiam das informações que as pessoas davam a respeito de suas personalidades e inspirações. Tudo era incorporando nas bonecas! Ao final da sua graduação, Bela teve a oportunidade de morar por um ano na Itália e, ao conhecer Veneza, ficou completamente impressionada, mergulhando no imaginário das marionetes, máscaras e fantasias da cidade. Nesse mesmo período, redescobriu seu bisavô italiano, que - olhem que legal - dedicou a vida à marcenaria e aos brinquedos de madeira!

Frustrada com o a ligeira desidratação que a massa do bisquit apresentava depois de certo tempo, adotou a cerâmica fria, que acabou trazendo maior peso e expressividade para as suas criações. Os conhecimentos arquitetônicos despertaram a necessidade de uma lógica construtiva mais sofisticada, com soluções estruturais e de movimento. As bonecas passaram a guardar detalhes escondidos sob os cabelos e roupas, ganhando uma dimensão de curiosidade pelo segredo.

Bela começou a aprofundar os estudos sobre a história das bonecas no mundo e olhá-las sob novas perspectivas, perceber com maior clareza as nuances culturais materializadas nas bonecas e entendê-las enquanto instrumentos sensíveis de autorepresentação que definem identidades. Tudo isso colaborou para o enriquecimento do seu trabalho, que ampliou referências e passou a buscar inspirações também nas bonecas de espiga mexicanas, marionetes japonesas, máscaras africanas, figuras de terra gregas, entre tantas outras.

O Banco de Tecido acabou virando um grande parceiro no momento em que o estoque de retalhos herdados da tia chegou ao fim. Foi a vontade de preservar a qualidade, de reaproveitar aquilo que sobra e dar vida nova para tecidos que carregam sua própria história que levaram Isabela até a loja da Lupa. De acordo com ela, "estar rodeada de texturas deliciosas e materiais lindíssimos, integrados em uma rede responsável de consumo e a um preço acessível foi uma experiência um tanto quanto eufórica! Era exatamente o que eu precisava."

Com os tecidos adquiridos no Banco, seu processo criativo avançou novamente: o material passou a ser escolhido pela sua origem, facilidade de aderir ao corpo das bonecas, escala da estampa, harmonia das cores. O aprendizado não cessa e o Banco agora faz parte disso! <3

Hoje, a Bela Sancho desenvolve peças únicas, inspiradas em diferentes tradições, mas segue produzindo bonecas sob encomenda, mantendo o processo criativo aberto ao outro. Também trabalha com a experimentação das bonecas nas artes do movimento, como o stopmotion e técnicas de manipulação de marionetes, integrando coleções, decorações, brincadeiras e produções artísticas.

 

 

Texto por Isabela Sancho | Banco de Tecido

Fotos Acervo Bela Sancho

Facebook - Bela Sancho

Instagram - @belasancho.bonecas

Como nasceram as bolinhas?!

As nossas amadas bolinhas começaram a salpicar as roupas no finalzinho do século XIX, lá no Reino Unido, mas ninguém sabe dizer ao certo como foi que elas apareceram. Tem gente que diz que a estampa ficou popular com a chegada de imigrantes e da Polka - sim! a dança polonesa - na América e que foram os seus movimentos circulares que inspiraram a criação da estampa, por isso o nome americano dela: polka dots!

Tem também quem acredite que as bolinhas foram fruto da imaginação de Walt Disney, que estampou com elas o vestido da Minnie Mouse nos anos 20! =]

Os tecidos de bolinhas - poás, petit-pois, polka dots - ainda nos fazem lembrar de muitas épocas diferentes, em especial os anos 50, onde TODO MUNDO usava: divas do cinema, crianças, a mulherada toda, os homens e as maravilhosas pin-ups americanas! Ah! Não podemos esquecer das exuberantes bailarinas de flamenco, com suas batas de cola e saias preenchidas com babados e lindamente estampadas com as nossas amadas bolinhas!  <3

Não é a toa que estampa de bolinhas virou um dos maiores clássicos da moda e da indústria têxtil! Não tem quem resista ao seu charme, aqui no Banco a gente ama combinar com texturas, tecidos e cores diferentes. Nunca fez isso? Vem nos visitar e fazer com a gente!

Texto por Banco de Tecido | MAFI Comunica

Banco de Tecido Apresenta: Think Blue

O projeto de vida da designer de moda Mirella Rodrigues é estimular o consumo consciente. Foi pensando no impacto causado pela indústria têxtil no meio ambiente que ela deu vida à Think Blue, onde cria e produz as roupas reaproveitando peças de jeans e prolongando a vida útil de produtos já descartados!


Muita gente não sabe, mas o jeans é um dos tecidos mais resistentes dentro da cadeia têxtil, podendo levar até 30 anos para se decompor. Além de ser um tecido que todo mundo ama e que se adequa ao guarda roupa de qualquer pessoa, essa resistência do jeans permite que a marca possa trabalhar com as mais diversas técnicas, como o tingimento, sem perder qualidade no produto final e dando vida à peças únicas e atemporais!

O compromisso da marca com as questões de sustentabilidade passa pelos métodos de coleta da matéria prima em jeans, da entrega de peças finais e da própria produção das peças. A Think Blue trabalha atendendo as necessidades da moda sem comprometer a natureza, seus produtos são TODOS feitos a mão, respeitando os profissionais e o tempo certo de cada etapa que a peça demanda! Não é incrível?

A Think Blue, assim como a gente, acredita que o reaproveitamento é a forma mais ecoeficiente para criar novos produtos e otimizar os processos de toda a cadeia produtiva de moda, reduzindo o impacto ambiental. Mesmo vivendo no RJ, a Mirella conheceu o trabalho feito aqui no Banco através das nossas redes sociais. Não demorou muito pra ela vir até SP conhecer a loja da Lupa e começar uma parceria linda onde os Tecidos de Reuso que vocês depositam são usados para compor e finalizar e fazer o acabamento das peças em jeans da marca!


Texto por Think Blue | Banco de Tecido
Site http://www.thinkblueupcycled.com.br/
Facebook https://www.facebook.com/thinkblueupcycled/
Instagram @thinkblue_upcycled

Os corações da Pulsa batem mais forte com Tecido de Reuso!

Quem vive em São Paulo, ou visita a cidade com bastante frequência, possivelmente conhece a Pulsa ou já viu um dos seus corações espalhados pelas ruas!

Inspirado pelos movimentos e ações para reocupação de espaços públicos, como "Aqui bate um coração" - que espalhava corações pelas estátuas de São Paulo - e buscando trazer um novo significado para a relação das pessoas com a cidade, Felipe Oliveira decidiu fazer sua própria intervenção! Foi assim que nasceu a Pulsa, um projeto lindo que produz e espalha corações pelas ruas, fazendo com que o dia de quem presta atenção por onde passa se torne muito mais feliz!

Além de carregarem uma mensagem carinhosa que diz "pode levar! Entregue para alguém que faça o seu coração pulsar!", sugerindo que a gente siga espalhando amor por onde quer que a gente passe, o Felipe começou a fazer corações com tecido de reuso aqui do Banco! Agora os corações da Pulsa trazem vida nova para tecidos cheios de história e sentimento! <3

E pra quem ficou louco pra encontrar um coraçãozinho cheio de amor por aí, temos uma dica especial: o Felipe diz todos os dias onde eles estão, é só seguir a @pulsa.SP no instagram! =]

Por Banco de Tecido | MAFI Comunica

Banco de Tecido Apresenta: Jonnatas Souza

Jonnatas sempre gostou de moda, principalmente por causa da ousadia e das inúmeras possibilidades que ela permite. Estudante de Design de Moda, ficou mega interessado quando sua grande amiga, Andressa Burgos, contou que estava trabalhando em um lugar que ele mesmo chamou de "descolado e único": o Banco de Tecido. Jonnatas confessa que ficou bastante curioso para conhecer o universo de peças, tamanhos e texturas que o Banco poderia oferecer para as suas criações e logo foi convidado pela Andressa para fazer alguns trabalhos pontuais aqui com a gente, onde acabou conhecendo a Lu Bueno, que o convidou outras vezes para integrar a equipe.

Observador de carteirinha, sua criatividade vai elaborando combinações diversas - ou as mais loucas, segundo o próprio - de acordo com os tecidos que ele vê aqui no Banco ou em outros lugares. O processo criativo dele funciona mais ou menos assim: as ideias chegam e vão tomando corpo dentro da cabeça do Jonnatas, que sempre procura desenhar os croquis do que pretende produzir. Foram diversas as vezes que ele chegou a criar coleções inteiras no papel antes de encontrar os materiais que seriam necessários. Depois, ele vai lapidando as peças até chegar na produção propriamente dita, que é quando ele escolhe as modelos, o cenário ou locação, a luz, o enquadramento ideal...

Jonnatas costuma brincar dizendo que tem uma fábrica interna de criações mentais! A paixão que ele tem por moda, e por criar moda, é evidente! Seus insights criativos, muitas vezes, surgem enquanto está assistindo filmes, lendo revistas e livros, visitando o perfil do Instagram de alguém que admira e de pessoas e marcas que descobre através da mídia ou até mesmo em sonhos! O Banco de Tecido, em meio a este processo todo, acaba se tornando um parque de diversões que o ajuda a dar vida para essas criações! <3

Texto por Banco de Tecido | Jonnatas Souza 

Olintho Malaquias: Figurino feito com Tecido de Reuso

Quem gosta de teatro e ópera certamente já se apaixonou pelo trabalho do Olintho Malaquias! Figurinista de primeira, se aproximou deste universo no início dos anos 90, quando ainda não tínhamos um curso superior de formação em moda ou figurinos no Brasil. Trabalhou em confecção, criando e desenvolvendo modelagens e, ainda nos anos 90, na mesma época em que conheceu - vejam só! - a Lu Bueno, se apaixonou pelo teatro e pelo trabalho com figurinos e cenografia.

Além de ser responsável pelos figurinos incríveis de Travesties; Ópera Livre para soprano, halterofilista e o público que aplaude; Vilcabamba; Boca de Ouro; Cacilda; Lady MacBeth do Distrito de Mtzensk; Ça Ira e muitos outros, foi indicado ao Prêmio Shell pelo figurino da Terra, em Os Sertões, e recebeu o prêmio Carlos Gomes de Ópera, depois de ser indicado por três montagens:  Sansão e Dalila, Os Troianos e O Barbeiro de Sevilha.

Atento ao sistema de consumo e pós-consumo da matéria prima que dá vida ao seu trabalho, Olintho usa e abusa dos tecidos de reuso em suas criações. Este mês, por exemplo, estreiou em São Paulo - no Theatro São Pedro - a ópera O Anão, que teve seus figurinos concebidos, em grande parte, com tecidos aqui do Banco! Ficamos tão apaixonados pela riqueza dos detalhes pensados pelo Olintho, que não podíamos deixar de mostrar pra vocês!!

E não paramos por aqui, dia 26 de agosto estréia em Belém do Pará a montagem de Pássaros Perdidos, uma cantata em tributo ao Piazzola onde os tecidos de reuso que muitos de vocês depositaram também vão ganhar vida nova! Olhem que lindos alguns dos tecidos escolhidos!!

Texto por Banco de Tecido | MAFI Comunica

Fotos | Olintho Malaquias

Atrás das Listras!

Sabia que por muuuuito tempo as nossas amadas listras foram associadas com coisas negativas? Pois é! Até meados do século XV elas eram usadas para identificar bandidos, loucos e doentes. Como também era vestida por condenados, carrascos e pessoas que eram consideradas marginais, por algum motivo da época, as listras - e quem elas vestiam - acabavam sendo tratadas com muito preconceito! Mais tarde, chegaram no ambiente doméstico! Começaram a aparecer em pijamas e roupas de banho, mas ainda eram consideradas secundárias por estamparem as roupas dos empregados e escravos.

Foi com o romantismo que todo mundo começou a se encantar com as listras! Afinal, elas passaram a representar os ideais de juventude e liberdade! Só não pensa que depois disso a vida das listras já estava ganha! A grande reviravolta que fez das listras as novas queridinhas da moda aconteceu beeeem mais tarde! Foi a ousadia de personalidades, como Pablo Picasso e Coco Chanel, em se vestir de listrado em ocasiões formais e cotidianas que fez o mundo todo prestar atenção na sua beleza. Hoje elas estão por tudo! Vestem quem quiser e como quiser, abraçando todas as variações possíveis do jeitinho que só uma boa listra consegue! <3

por Banco de Tecido | MAFI Comunicação

fotos por Jonnatas Souza