Banco de Tecido, Alinha e Retalhar: diferentes frentes de uma mesma cadeia sustentável

Não é novidade o fato de que acreditamos que estender o ciclo de vida dos materiais é essencial para o mundo em que vivemos hoje. Também não é nova a informação de que toneladas de tecidos são descartadas anualmente ao redor do mundo por erros de produção, sobras e estoques que acabam virando lixo e contaminando o meio ambiente. O reaproveitamento e a reciclagem dos resíduos têxteis ainda são muito restritos e cerca de 10% de toda produção têxtil vira descarte. Lidar com as sobras é uma tarefa trabalhosa, mas uma grande parte do que é descartado poderia ter uma sobrevida e é por acreditar nisso que nos orgulhamos do nosso trabalho e de todos os que dedicam a sua vida pelos mesmos motivos.

Como falamos no último post, o Banco de Tecido é um Changemaker! Mas felizmente ele não está sozinho nessa batalha. A Retalhar, que venceu o Prêmio Jovem Changemaker, e a Alinha, que também é finalista do Prêmio Changemaker - Tecendo a Mudança, são exemplos de que o Brasil é um país que tem gente que se importa! =]

Com muita vontade de colaborar para a melhoria das condições de trabalho na cadeia produtiva de moda, e focada no apoio ao empreendedorismo, a Alinha trabalha auxiliando e orientando oficinas de costura para pessoas interessadas em melhorar suas condições de trabalho. Ou seja, quem procura uma oficina de costura, confecções, fornecedores, marcas independentes, estilistas ou qualquer empresa interessada em contratar uma oficina de costura, para diferentes tipos de pedidos e demandas, pode contar com a ajuda da Alinha para encontrar o serviço mais adequado. Sob a forma de uma plataforma online que foca na aceleração de oficinas de costura e no aumento de sua visibilidade para o mercado, a Alinha acaba operando como uma ferramenta de aproximação entre o comprador e as oficinas que promovem as melhores condições de trabalho para seus funcionários.

Já a Retalhar busca gerar soluções com valor compartilhado, fazendo um trabalho incrível que utiliza o reaproveitamento de resíduos como ferramenta de empoderamento nos empreendimentos da economia solidária. Criando alternativas aos processos de incineração e aterragem, que são extremamente degradantes para o meio ambiente, o trabalho da Retalhar promove inclusão social e desenvolvimento humano em toda e qualquer ação que gere retorno financeiro para eles, como a reciclagem ou manufatura reversa, os cobertores populares produzidos a partir de uniformes descartados, a descaracterização de uniformes descartados em condições de uso para reuso e a transformação dessa mesma matéria prima em brindes.

O Banco, como vocês bem sabem, é um lugar onde todas as pessoas podem depositar seus tecidos e as sobras ganham a chance de receber uma vida nova. Pautado por um sistema inclusivo e circular, o Banco de Tecido transforma atores da cadeia têxtil em usuários ativos, que, interconectados, impulsionam naturalmente um ciclo sustentável, com reflexos sociais, econômicos e ambientais. Dando vida nova aos tecidos que estavam esquecidos no fundo das gavetas, acabamos liberando espaços, usando melhor o que já existe no mundo, aumentando a vida útil do tecido e, por consequência, diminuindo o consumo dos recursos naturais do planeta! Os tecidos são nosso produto e também nossa moeda corrente, ou seja, você pode depositar seus tecidos, sacar outros em troca ou comprar a quantidade que você precisa.

Viu que legal? Somos três iniciativas brasileiras, que batalham diariamente para a melhoria das condições da cadeia produtiva têxtil e de moda. Trabalhamos de forma justa e sustentável em frentes visivelmente complementares. Estamos embarcando juntos pra mostrar o nosso trabalho para o mundo todo! Imagina que legal se todo mundo comprasse seus tecidos no Banco, executasse seus produtos ou coleções usando os serviços disponibilizados pela plataforma da Alinha e destinasse as sobras para a confecção dos cobertores populares da Retalhar? O cuidado com o mundo em que a gente vive começa no momento em que pensamos em todas as fases dos processos em que nos envolvemos!

Por Mafi Comunicação e Banco de Tecido.