Olintho Malaquias: Figurino feito com Tecido de Reuso

Quem gosta de teatro e ópera certamente já se apaixonou pelo trabalho do Olintho Malaquias! Figurinista de primeira, se aproximou deste universo no início dos anos 90, quando ainda não tínhamos um curso superior de formação em moda ou figurinos no Brasil. Trabalhou em confecção, criando e desenvolvendo modelagens e, ainda nos anos 90, na mesma época em que conheceu - vejam só! - a Lu Bueno, se apaixonou pelo teatro e pelo trabalho com figurinos e cenografia.

Além de ser responsável pelos figurinos incríveis de Travesties; Ópera Livre para soprano, halterofilista e o público que aplaude; Vilcabamba; Boca de Ouro; Cacilda; Lady MacBeth do Distrito de Mtzensk; Ça Ira e muitos outros, foi indicado ao Prêmio Shell pelo figurino da Terra, em Os Sertões, e recebeu o prêmio Carlos Gomes de Ópera, depois de ser indicado por três montagens:  Sansão e Dalila, Os Troianos e O Barbeiro de Sevilha.

Atento ao sistema de consumo e pós-consumo da matéria prima que dá vida ao seu trabalho, Olintho usa e abusa dos tecidos de reuso em suas criações. Este mês, por exemplo, estreiou em São Paulo - no Theatro São Pedro - a ópera O Anão, que teve seus figurinos concebidos, em grande parte, com tecidos aqui do Banco! Ficamos tão apaixonados pela riqueza dos detalhes pensados pelo Olintho, que não podíamos deixar de mostrar pra vocês!!

E não paramos por aqui, dia 26 de agosto estréia em Belém do Pará a montagem de Pássaros Perdidos, uma cantata em tributo ao Piazzola onde os tecidos de reuso que muitos de vocês depositaram também vão ganhar vida nova! Olhem que lindos alguns dos tecidos escolhidos!!

Texto por Banco de Tecido | MAFI Comunica

Fotos | Olintho Malaquias