Tecido Reciclado

Flavia Aranha e Banco de Tecido, uma parceria.

FLAVIA ARANHA e BANCO de TECIDO

No ateliê instalado numa casa de 400 m² na Vila Madalena, em São Paulo, sete costureiras fabricam exclusivamente roupas brancas. É só depois de prontas que as peças desenhadas pela estilista Flavia Aranha ganham tons diferentes. Ela usa apenas corantes naturais, obtidos pela combinação de ingredientes como casca de nogueira, urucum, hibisco e açafrão.


Por trás das saias, das blusas e dos vestidos de tons claros está o interesse genuíno da estilista pela origem de cada uma das matérias-primas com que trabalha. De Maringá, no Paraná, vem a seda produzida manualmente de casulos descartados pela indústria convencional. De Dilermando de Aguiar, no Rio Grande do Sul, sai toda a lã artesanal. Em Pirenópolis, Goiás, estão as 40 famílias que plantam algodão no quintal de casa para fornecer-lhe tecidos. Depois de colhido e descaroçado, o algodão vai parar nas rocas de pedal das artesãs. Elas fiam as fibras, enrolam os novelos e fazem os tecidos a mão, num processo de confecção que leva até três meses.
 

No mundo fashion, em que ser "eco" virou tendência, Flavia se considera distante do modismo da sustentabilidade. "Luto contra o rótulo de verde. Acima de tudo, sou uma estilista. Meu trabalho tem a ver com design. A questão da sustentabilidade faz parte de mim. Não se trata de marketing."


"Aos poucos, tenho conseguido encontrar o equilíbrio e diferenciar utopia de realidade", diz Flavia. "Preciso manter meu negócio, minhas ideias e a cadeia produtiva que depende delas. Essa é hoje a melhor definição para a palavra sustentabilidade."

E a partir deste mês temos o prazer de receber regularmente os retalhos de sobra de produção desta marca tão chic e sustentável!

(as primeiras fotos são da Lu Bueno e as finais são do Daniel Malva)

EcoSimple e Banco de Tecido, uma parceria.

ECOSIMPLE E BANCO DE TECIDO

Pioneira na fabricação de tecidos 100% sustentáveis, a EcoSimple inicia seu processo produtivo com a coleta e separação de resíduos (sobras e aparas) descartados por indústrias têxteis da região de Brusque/SC, um dos principais polos brasileiros de produção de malhas. Esta etapa do trabalho é realizada por cooperativas, que entregam à empresa os resíduos separados por cor. A separação é fundamental para a sustentabilidade do processo, pois a pigmentação já existente nas aparas se mantém e dá cor aos novos fios que serão produzidos. A medida também evita o uso de novos produtos químicos para dar cor aos tecidos, e reduz drasticamente o uso de água na produção.

Em Americana/SP, os fios feitos de resíduos têxteis são transformados em novos tecidos. Nesta etapa, fios oriundos da reciclagem de PET também são aplicados na produção, junto com os fios de algodão reciclado. Cada metro de tecido EcoSimple produzido elimina 480 gramas de resíduo têxtil e oito garrafas pet do meio ambiente.

E a partir deste mês o Banco de Tecido começa a receber regularmente as sobras de produção da EcoSimple. Venha conferir! Tem muita coisa bacana. Tá cheio de estampas incríveis e lonas lisas ótimas pra bolsas.