Tecido de Reuso

Banco de Tecido finalista do LAB de Inovação da Cadeia da Moda!

O Social Good Brasil é uma organização que inspira, conecta e apoia, tanto indivíduos como organizações, auxiliando no uso da tecnologia, novas mídias e comportamento como forma de contribuição para a solução de problemas sociais.

O Social Good compartilha da opinião de que as transformações sociais que vivemos hoje não estão apenas relacionadas ao desenvolvimento tecnológico, são de caráter comportamental e de novos modelos mentais. Por isso se trabalha com a ideia de comportamento inovador, alinhado com o uso das tecnologias, para propor um formato de convivência mais colaborativo e com liderança compartilhada.

Como alega Amartya Sen: A pobreza não se define apenas pelo seu caráter econômico e sim - de forma multidimensional - pelo acesso aos serviços mais básicos de educação, saúde, saneamento e moradia. Olhando para este conceito as iniciativas do Social Good procuram gerar impacto social em quatro dimensões: acesso, autonomia, transparência e escala.

As iniciativas devem propor soluções que reduzam a assimetria de informação entre as diferentes classes sociais, facilitando o acesso através da tecnologia, abrindo espaço para a autonomia dos participantes, disponibilizando as informações de forma transparente e confiável e permitindo que estas soluções sejam levadas para cada vez mais pessoas. E é isso que nós aqui do Banco de Tecidos defendemos também.

Foto: Social Good Brasil (facebook.com/socialgoodbrasil)

Foto: Social Good Brasil (facebook.com/socialgoodbrasil)

Em parceria com o Instituto C&A, o Social Good Brasil criou o Lab Inovação na Cadeia de Moda, um programa que reuniu onze empreendedores durante 4 meses para apresentar suas iniciativas entre encontros presenciais, conteúdos online e mentorias com profissionais da C&A. Neste tempo estivemos junto de pessoas e iniciativas muito queridas, gente generosa e corajosa de compartilhar seus sonhos e seus fazeres. Alguns já eram velhos amigos e parceiros da casa e tantos outros foram felizes surpresas que certamente serão parceria para uma vida. Iniciativas que também pensam num consumo mais consciente e justo para esta cadeia da moda.

Nesta semana, quando participarmos do Demoday, dia que nos colocamos a prova, a nós mesmos e às nossas ideias, fomos selecionados como finalistas do programa junto ao DezFAZ e o Modellagio. Estamos MUITO felizes com esse reconhecimento ao nosso trabalho! Não há palavras para agradecer a oportunidade e o empenho do pessoal do Social Good, do Instituto C&A e a todos os envolvidos nesse processo de quatro meses de muito trabalho e por podermos apresentar o trabalho do Banco para profissionais da área têxtil, organizações sociais e parceiros da C&A e Social Good Brasil.

Além disso, não podemos deixar de agradecer à equipe aqui do Banco que trabalhou muito para que esse processo acontecesse da melhor maneira possível, com um resultado tão positivo para nós! Esse prêmio é um reconhecimento a todos nós, correntistas, usuários e parceiros que mantemos o Banco sempre circulando e dando vida nova à tecidos de reuso. OBRIGADO!

Banco de Tecido apresenta: DONNA PAMBILA

Donna Pambila Banco de Tecido Tecido de reuso moda sustentavel

Donna Pambila é uma marca infantil, que tem produção local e se baseia fortemente nos conceitos de slow fashion. Suas peças são produzidas artesanalmente e as coleções oferecidas em edições limitadas. A sustentabilidade é uma constante para a marca, assim como a ressignificação, valorizando as possibilidades de reaproveitamento e evitando o descarte de materiais trabalhando a partir de sobras de tecidos e transformando roupas antigas em novas peças.

De acordo com Pâmela Medeiros, designer e proprietária da marca, "tudo é reaproveitado e editado, desta forma a criança pode usar a peça reconstituída por um novo olhar que contém uma história. Além disso, é importante incentivar as crianças sobre a questão do consumo consciente". Afinal, a Donna Pambila se preocupa muito com os valores passados para suas pequenas clientes.

Foi buscando novas possibilidades alinhadas com os valores de sustentabilidade, mas sem perder o foco na exclusividade, que Pâmela descobriu o Banco de Tecido. Encantada com o trabalho que desenvolvemos aqui, vislumbrou uma parceria que ia exatamente de encontro com aquilo que procurava. "Nós ficamos realizados com a existência do Banco de Tecido e tratamos de conhecer logo. Nem preciso dizer que amamos...entrar lá é como se transportar para um parque de diversões (risos)! Hoje somos clientes do Banco e nossas coleções são conscientes e cheias de amor produzidas com vários tecidos de reuso trazidos de lá".

Cada produto desenvolvido pela Donna Pambila tem um toque especial. Trabalhados de forma artesanal, trazem referências lúdicas e brincam com tecidos, cores, texturas e aviamentos, com muita dedicação e alegria. Tudo isso resulta em um trabalho que transmite os sonhos e amor no mundo mágico de brincadeiras, onde a infância ainda se torna mais divertida desde a forma de se vestir.

 

Texto por Pâmela Medeiros | Banco de Tecido

Flavia Aranha e Banco de Tecido, uma parceria.

FLAVIA ARANHA e BANCO de TECIDO

No ateliê instalado numa casa de 400 m² na Vila Madalena, em São Paulo, sete costureiras fabricam exclusivamente roupas brancas. É só depois de prontas que as peças desenhadas pela estilista Flavia Aranha ganham tons diferentes. Ela usa apenas corantes naturais, obtidos pela combinação de ingredientes como casca de nogueira, urucum, hibisco e açafrão.


Por trás das saias, das blusas e dos vestidos de tons claros está o interesse genuíno da estilista pela origem de cada uma das matérias-primas com que trabalha. De Maringá, no Paraná, vem a seda produzida manualmente de casulos descartados pela indústria convencional. De Dilermando de Aguiar, no Rio Grande do Sul, sai toda a lã artesanal. Em Pirenópolis, Goiás, estão as 40 famílias que plantam algodão no quintal de casa para fornecer-lhe tecidos. Depois de colhido e descaroçado, o algodão vai parar nas rocas de pedal das artesãs. Elas fiam as fibras, enrolam os novelos e fazem os tecidos a mão, num processo de confecção que leva até três meses.
 

No mundo fashion, em que ser "eco" virou tendência, Flavia se considera distante do modismo da sustentabilidade. "Luto contra o rótulo de verde. Acima de tudo, sou uma estilista. Meu trabalho tem a ver com design. A questão da sustentabilidade faz parte de mim. Não se trata de marketing."


"Aos poucos, tenho conseguido encontrar o equilíbrio e diferenciar utopia de realidade", diz Flavia. "Preciso manter meu negócio, minhas ideias e a cadeia produtiva que depende delas. Essa é hoje a melhor definição para a palavra sustentabilidade."

E a partir deste mês temos o prazer de receber regularmente os retalhos de sobra de produção desta marca tão chic e sustentável!

(as primeiras fotos são da Lu Bueno e as finais são do Daniel Malva)